Mixer é o novo nome da plataforma de Streaming da Microsoft

Em agosto de 2016, a Microsoft anunciou a aquisição do Beam, plataforma de transmissões interativas ao vivo. Em março deste ano, com a Atualização para Criadores, o serviço foi inteiramente integrado ao Xbox One e ao Windows 10 e, agora, este serviço muda de nome, com novidades vindo por aí sob a nova alcunha: Mixer.

Em entrevista exclusiva ao IGN Brasil, Matt Salsamendi, cofundador do então Beam, revelou dois novos recursos que chegarão à plataforma: a habilidade de reunir múltiplas transmissões em uma única página e o aplicativo mobile Mixer Create.

“Com o Co-Streaming, se o streamer está jogando com outros algo como Player Unknown Battlegrounds, os espectadores podem assistir a todos em uma única página”, diz Salsamendi. Desta maneira, o público consegue “ver todas as perspectivas de uma partida online, o que oferece ainda mais oportunidades de entretenimento”.

Já o Mixer Create é um aplicativo para dispositivos Android e iOS “que permite que você transmita ao vivo no celular, com a mesma tecnologia de baixa latência da versão para Xbox One e Windows 10”. Quando o cofundador fala de baixa latência, ele refere-se à otimização do Mixer em realmente prover uma experiência de transmissão ao vivo que seja, de fato, ao vivo, sem atrasos.

 

O co-streaming em ação no Mixer A aba do Mixer no Xbox One 
A tela de navegação de transmissões
 

“O Mixer funciona mais como uma chamada de Skype do que algo mais tradicional como assistir a um vídeo no YouTube”, explica. “A maneira como o conteúdo é entregue é fundamentalmente diferente. Passamos muito tempo otimizando tudo para ser praticamente uma grande vídeo conferência que funciona com milhares de pessoas conectadas ao mesmo tempo, com menos de um segundo de atraso.”

Com isso, o público que assiste a uma transmissão consegue interagir em tempo real e influenciar no gameplay do streamer, usufruindo das diversas ferramentas integradas diretamente no Mixer. “Temos enquetes no chat e recursos de perguntas rápidas, mas temos funções que vão muito além disso”, explica Salsamendi. “Nossa plataforma permite a desenvolvedores de games aprofundar ainda mais a integração do Mixer com os jogos. Por exemplo, com a versão Java de Minecraft, há um mod que conecta-se à nossa plataforma e permite que os espectadores apertem botões e façam com que inimigos apareçam no jogo, ou que escolham armas para o streamer e eles podem até controlar o ambiente”.

Sobre esse tipo de interação direta, o cofundador do Mixer diz que o auxílio e apoio a tais iniciativas atualmente se dá principalmente nos jogos first-party da Microsoft, mas uma parceria de peso é com a Telltale Games.

“Percebemos que as pessoas se juntavam presencialmente para jogar nossos games”, diz Job J. Stauffer, diretor de comunicações na Telltale. “Sempre amamos isso e então criamos o Crowd Play, presente pela primeira vez em Batman e aplicado em Walking Dead: New Frontier e Guardians of the Galaxy”. Essa função permite que os jogos single-player do estúdio tenham um aspecto multiplayer, dando a espectadores voz ativa na tomada de decisões, algo que acontece com frequência em títulos da Telltale.

“O Crowd Play foi algo realmente pensado para uma interação ao vivo, o problema foi que, quando lançamos essa função, as pessoas naturalmente foram transmitir suas jogatinas ao vivo, e outras plataformas de transmissão não são realmente ao vivo — há um atraso considerável”, explica Stauffer. “Quando descobrimos o Mixer e quando descobrimos que a Microsoft estava em parceria com eles, oferecendo não só ferramentas para os streamers mas também para desenvolvedores como nós, foi amor a primeira vista.”

Os jogos da Telltale citados pelo diretor contam com integração direta no Mixer, de maneira que “toda vez que estes streamers entrarem ao vivo, eles nunca vão jogar a mesma história duas vezes”.

Sobre a concorrência com outras plataformas populares de streaming, como o Twitch e Hitbox, Salsamendi argumenta que “há espaço para muitos tipos de jogadores”. Para ele, expandir o alcance do Mixer tendo-o nativamente no Xbox One e Windows 10 é um dos passos para aumentar o conhecimento do público sobre o serviço. “Outro ponto é o suporte que damos às transmissões e como fomentamos a comunidade, acredito que seja um diferencial forte”.

Para nós, Mixer marca o lançamento de um novo serviço e uma nova geração de transmissões ao vivo

Quanto à presença de servidores do Mixer no Brasil, o cofundador confirma que a empresa já conta com serviço de rede localizado, que permite aos usuários brasileiros “transmitirem diretamente do país e também assistir a outras transmissões de outros lugares tranquilamente”, mantendo a tecnologia de menos de um segundo de atraso. “A comunidade sulamericana é importante para nós”, garante.

Por fim, Salsamendi explica que a mudança de nome de Beam para Mixer “foi enorme” e algo que “toda a equipe debateu extensivamente, chegando à conclusão de que continuar com o nome Beam não ajudaria a marca a crescer e solidificar-se.

“Para nós, Mixer marca o lançamento de um novo serviço e uma nova geração de transmissões ao vivo. Representa o que amamos em nossa plataforma: ela une as pessoas e permite aos streamers e espectadores engajarem-se de maneira única”, finaliza.

A partir desta quinta-feira (24), o Beam, já disponível nativamente no Xbox One e no Windows 10, passa a se chamar Mixer — e o aplicativo Mixer Create entra em fase beta para dispositivos Android e iOS.

Fonte: IGN BrasilEm agosto de 2016, a Microsoft anunciou a aquisição do Beam, plataforma de transmissões interativas ao vivo. Em março deste ano, com a Atualização para Criadores, o serviço foi inteiramente integrado ao Xbox One e ao Windows 10 e, agora, este serviço muda de nome, com novidades vindo por aí sob a nova alcunha: Mixer.

Em entrevista exclusiva ao IGN Brasil, Matt Salsamendi, cofundador do então Beam, revelou dois novos recursos que chegarão à plataforma: a habilidade de reunir múltiplas transmissões em uma única página e o aplicativo mobile Mixer Create.

“Com o Co-Streaming, se o streamer está jogando com outros algo como Player Unknown Battlegrounds, os espectadores podem assistir a todos em uma única página”, diz Salsamendi. Desta maneira, o público consegue “ver todas as perspectivas de uma partida online, o que oferece ainda mais oportunidades de entretenimento”.

Já o Mixer Create é um aplicativo para dispositivos Android e iOS “que permite que você transmita ao vivo no celular, com a mesma tecnologia de baixa latência da versão para Xbox One e Windows 10”. Quando o cofundador fala de baixa latência, ele refere-se à otimização do Mixer em realmente prover uma experiência de transmissão ao vivo que seja, de fato, ao vivo, sem atrasos.

 

O co-streaming em ação no Mixer A aba do Mixer no Xbox One 
A tela de navegação de transmissões
 

“O Mixer funciona mais como uma chamada de Skype do que algo mais tradicional como assistir a um vídeo no YouTube”, explica. “A maneira como o conteúdo é entregue é fundamentalmente diferente. Passamos muito tempo otimizando tudo para ser praticamente uma grande vídeo conferência que funciona com milhares de pessoas conectadas ao mesmo tempo, com menos de um segundo de atraso.”

Com isso, o público que assiste a uma transmissão consegue interagir em tempo real e influenciar no gameplay do streamer, usufruindo das diversas ferramentas integradas diretamente no Mixer. “Temos enquetes no chat e recursos de perguntas rápidas, mas temos funções que vão muito além disso”, explica Salsamendi. “Nossa plataforma permite a desenvolvedores de games aprofundar ainda mais a integração do Mixer com os jogos. Por exemplo, com a versão Java de Minecraft, há um mod que conecta-se à nossa plataforma e permite que os espectadores apertem botões e façam com que inimigos apareçam no jogo, ou que escolham armas para o streamer e eles podem até controlar o ambiente”.

Sobre esse tipo de interação direta, o cofundador do Mixer diz que o auxílio e apoio a tais iniciativas atualmente se dá principalmente nos jogos first-party da Microsoft, mas uma parceria de peso é com a Telltale Games.

“Percebemos que as pessoas se juntavam presencialmente para jogar nossos games”, diz Job J. Stauffer, diretor de comunicações na Telltale. “Sempre amamos isso e então criamos o Crowd Play, presente pela primeira vez em Batman e aplicado em Walking Dead: New Frontier e Guardians of the Galaxy”. Essa função permite que os jogos single-player do estúdio tenham um aspecto multiplayer, dando a espectadores voz ativa na tomada de decisões, algo que acontece com frequência em títulos da Telltale.

“O Crowd Play foi algo realmente pensado para uma interação ao vivo, o problema foi que, quando lançamos essa função, as pessoas naturalmente foram transmitir suas jogatinas ao vivo, e outras plataformas de transmissão não são realmente ao vivo — há um atraso considerável”, explica Stauffer. “Quando descobrimos o Mixer e quando descobrimos que a Microsoft estava em parceria com eles, oferecendo não só ferramentas para os streamers mas também para desenvolvedores como nós, foi amor a primeira vista.”

Os jogos da Telltale citados pelo diretor contam com integração direta no Mixer, de maneira que “toda vez que estes streamers entrarem ao vivo, eles nunca vão jogar a mesma história duas vezes”.

Sobre a concorrência com outras plataformas populares de streaming, como o Twitch e Hitbox, Salsamendi argumenta que “há espaço para muitos tipos de jogadores”. Para ele, expandir o alcance do Mixer tendo-o nativamente no Xbox One e Windows 10 é um dos passos para aumentar o conhecimento do público sobre o serviço. “Outro ponto é o suporte que damos às transmissões e como fomentamos a comunidade, acredito que seja um diferencial forte”.

Para nós, Mixer marca o lançamento de um novo serviço e uma nova geração de transmissões ao vivo

Quanto à presença de servidores do Mixer no Brasil, o cofundador confirma que a empresa já conta com serviço de rede localizado, que permite aos usuários brasileiros “transmitirem diretamente do país e também assistir a outras transmissões de outros lugares tranquilamente”, mantendo a tecnologia de menos de um segundo de atraso. “A comunidade sulamericana é importante para nós”, garante.

Por fim, Salsamendi explica que a mudança de nome de Beam para Mixer “foi enorme” e algo que “toda a equipe debateu extensivamente, chegando à conclusão de que continuar com o nome Beam não ajudaria a marca a crescer e solidificar-se.

“Para nós, Mixer marca o lançamento de um novo serviço e uma nova geração de transmissões ao vivo. Representa o que amamos em nossa plataforma: ela une as pessoas e permite aos streamers e espectadores engajarem-se de maneira única”, finaliza.

A partir desta quinta-feira (24), o Beam, já disponível nativamente no Xbox One e no Windows 10, passa a se chamar Mixer — e o aplicativo Mixer Create entra em fase beta para dispositivos Android e iOS.

Fonte: IGN Brasil

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